A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que se dá com mais freqüência e a primeira causa de demência. Praticamente, cerca de 35 milhões de pessoas no mundo que sofrem e estima-se que sua incidência é aumentado de uma forma exponencial nos próximos anos, sobretudo nos países mais avançados, o progressivo envelhecimento da população. À medida que as células nervosas (neurônios) vão morrendo, e diferentes áreas do cérebro são atrofian, se apresentam os sintomas típicos da doença, sendo os mais característicos da perda progressiva das habilidades cognitivas, em especial a perda de memória para os fatos mais recentes. Além disso, ocorrem alterações comportamentais, como podem ser a irritabilidade, a apatia, a depressão ou os delírios, entre outras. Todos estes sintomas causam uma perda das habilidades das atividades da vida diária, como pode ser fazer gestões, fazer compras ou fazer recados. Estes sintomas têm um grande impacto na vida do doente, no âmbito familiar e também no aspecto socioeconômico do paciente. A doença de Alzheimer, classifica-se em formas esporádicas ou não familiares, que são as mais comuns, e em formas familiares, que são causadas por mutações de determinados genes, que representam apenas 1% do total dos casos que se apresentam. A doença de Alzheimer esporádica tem uma origem multifatorial e está associada com determinados factores de risco, em especial a idade avançada, mas também o diabetes, a hipertensão, a obesidade, o sedentarismo, baixo nível educacional ou o tabaco. Há que ter em conta que a perda de memória é bastante comum a partir dos 65 anos, mas também pode ser a origem de algum tipo de demência, como é o mal de Alzheimer. Daí que seja muito importante a detecção precoce da doença, já que deste modo se pode instaurar um tratamento para aliviar os sintomas clínicos que presente o doente de Alzheimer o mais rapidamente possível e, ao mesmo tempo, controlar de uma forma mais eficaz os sintomas cognitivos, comportamentais e melhorar a autonomia do paciente. É recomendado que se realize um teste de memória a qualquer pessoa com mais de 60 anos que tenha observado uma perda significativa de memória, raciocínio e agilidade mental. Se achar que algum familiar ou amigo, esquece compromissos, sofre um agravamento da memória ou que deixam de fazer coisas que normalmente sempre fizeram, é importante indicar a necessidade de ir ao médico para avaliar esses sintomas e estabelecer um diagnóstico. Embora a doença de Alzheimer é incurável, terminal e os medicamentos não podem impedir o seu avanço, a detecção precoce pode ajudar a melhorar de uma forma bastante notória a qualidade de vida do paciente.