A enxaqueca afeta 12% da população, com maior incidência entre as mulheres. Um 58% dos migratórias apresenta sérias dificuldades para realizar suas atividades diárias e cumprir com suas responsabilidades, de fato é uma das doenças mais incapacitantes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Trata-Se de uma doença que tem como principal sintoma a dor de cabeça, mas às vezes pode vir acompanhado também de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ruído. Divide-Se fundamentalmente em dois tipos: sem aura (mais comum) e sem aura. Não se conhece com exatidão porque uma pessoa sofre de enxaqueca, mas sempre pensou que tem origem genética, já que é habitual que se alguém sofre, alguns de seus filhos também. Esse origem genética da doença foi demonstrado pela primeira vez por um novo estudo realizado por pesquisadores do Vale de Hebron Instituto de Pesquisa (VHIR) e do departamento de Genética da Universidade de Barcelona (UB). Estas novas investigações identificaram, pela primeira vez, os quatro genes que predispõem a sofrer de enxaqueca sem aura, que é a mais comum. Deste modo, 70% dos casos de enxaqueca têm uma origem genética, mas seriam fatores ambientais, como o estresse que deflagrariam a crise e os que determinam a freqüência. A pesquisa identificou os genes MEF2D, TGFBR2, PHACTR1 e ASTN2, que são os que evidencia a predisposição hereditária a sofrer de enxaqueca sem aura. Para realizar o estudo foram analisados mais de 2.000 amostras de entre as 5.000 provenientes de pacientes com enxaqueca e 7.000 de indivíduos saudáveis. Assim, foi possível colocar "nome e sobrenome para estes genes" que predispõem a sofrer desta doença. Esta descoberta permitirá conhecer mais sobre a fisiopatologia da enxaqueca, que, juntamente com os estudos que estão sendo realizados em neuroimagem e a investigação dos mecanismos moleculares, permite desenvolver novos fármacos mais eficazes. Atualmente, são realizados outros tratamentos que permitem aliviar o desconforto causado pelas dores de cabeça. Um dos que demonstrou maior eficácia é o tratamento com aplicação de botox nos pacientes que sofrem de enxaqueca crônica pelo menos 15 dias por mês. A aplicação de botox é injetado em pequenas doses nas áreas mais sensíveis para as enxaquecas.