A morte súbita é estes dias de hoje, depois da triste morte do jogador italiano Morosini, que caiu sobre o terreno de jogo, em consequência de uma síncope cardíaca. Apesar de que a assistência médica foi imediata e também a utilização do desfibrilador, nada pôde fazer para salvar o futebolista de 25 anos. De novo, um atleta jovem, atlético e aparentemente saudável morria, causando um grande impacto. Este triste acontecimento provocou que se abra um debate sobre se se podem evitar estes casos de morte súbita e os motivos que fazem com que ultimamente estão dando vários casos que saltem para a opinião pública. Apesar do impacto que têm nos meios de comunicação, há que ter em conta que, a partir de um ponto de vista médico, esses casos infelizes se apresentam com muito pouca freqüência, com uma incidência estatística muito pequena. Apesar de que a medicina atual não tem respostas para a morte súbita, em alguns casos sim que poderiam prevenir ou, pelo menos, detectar. Assim, alguns atletas, ou simplesmente pessoas que praticam exercício de forma regular, que apresentam uma cardiomiopatia hipertrófica ou displasias arritmogénicas do ventrículo direito que têm mais chances de sofrer uma morte súbita cardíaca. Estas patologias podem detectar de uma maneira simples com um simples eletrocardiograma, uma ergometría e um ecocardiograma. Outras patologias, como podem ser os órgãos ou os aneurismas cerebrais, podem ser um fator de risco de morte súbita e são muito mais difíceis de detectar. Portanto, há que indicar que é impossível impedir todos os casos, mas sim que se pode evitaren determinados sujeitos. O eco que tem nos meios de comunicação o esporte profissional pode faz pensar que esta morta súbita não dá mais para os atletas profissionais, mas nada mais longe da realidade. De fato, todos eles passam exames médicos desportivos, com um grande número de testes e análises. Há que ter em conta também que, em muitas ocasiões da morte súbita, tanto na população geral como nos atletas, é a primeira e única manifestação, pelo que não se deram sintomas anteriores que possam fazer suspeitar que algo não vai bem. Em outras ocasiões, se apresentam uma série de sintomas que podem indicar algum tipo de alteração a nível cardiológico. Alguns destes sintomas são palpitações, dor precordial (dor na parte torácica que corresponde ao coração), tonturas e até perda de consciência. Quando apresenta qualquer um deles, há que recorrer a um médico ou um cardiologista especialista para que avalie esses sintomas e determinar sua origem. A morte súbita em atletas, na sua maioria, costuma estar relacionada com alterações congênitas. No entanto, na população geral, as alterações são fatores de risco, como o excesso de peso, o colesterol, a hipertensão arterial ou diabetes. Daí, que seja sempre importante evitar estes fatores para evitar a morte súbita e outras patologias. Além disso, tem maior risco de uma pessoa que apresenta fatores de risco e realiza exercício, de forma esporádica que uma pessoa que o faz de forma regular e moderada. Do mesmo modo, também tem mais risco de uma pessoa que apresenta fatores de risco e realiza exercício intenso. A presença de desfibriladores em locais públicos é extremamente importante, já que salva vidas em muitas ocasiões, encurtando muito o período de ressuscitação. Como conclusão, pode-se dizer que fazer exercício de forma regular e moderada não apenas é sempre aconselhável para a saúde em geral, mas que é também a melhor forma de prevenir a morte súbita na população em geral.