Além do problema estético, a obesidade é uma doença crônica que afeta seriamente a saúde e a qualidade de vida de quem a sofre, tanto de forma direta no dia-a-dia, como fator determinante de risco para a ocorrência de outras doenças muito graves, que em alguns casos podem chegar a ser mortais. A sua presença nos países avançados, é cada vez maior, tornando-se um grave problema de saúde pública que a cada ano faz com dezenas de milhares de mortes no mundo. De fato, em alguns países, como os Estados Unidos, a obesidade teria superado já o tabagismo como a principal causa de morte naquele país. Os fatores que originam são múltiplas, como a herança genética, o comportamento do sistema nervoso, endócrino e metabólico, e o tipo de vida que se leva. Este último fator começa a ser determinante para o estilo de vida atual, já que um número cada vez maior de pessoas levam vidas sedentárias e realizam dietas ricas em calorias e gorduras. E é que não nos podemos esquecer que a maior ingestão de calorias do que o corpo necessita, assim como um menor nível de atividade física são mecanismos que fazem com que os fatores anteriores, decorrentes da obesidade, a médio e longo prazo. A obesidade constitui um factor de risco que predispõe para que, no futuro, se sofrem de doenças cardiovasculares, diabetes, acidente vascular cerebral, osteoartrite, câncer, doenças dermatológicas e gastrointestinais. A obesidade é, portanto, um problema muito sério que, além disso, um aumento, afetando todos os grupos de idade, incluindo crianças. As mudanças nos hábitos de alimentação e estilos de vida, estão fazendo com que cada um seja maior o percentual de obesidade infantil. As crianças e os adolescentes têm um maior risco de mortalidade na idade adulta. No entanto, agora sabemos que algumas crianças podem ter uma predisposição genética para a obesidade infantil comum. Assim o demonstraram uma equipe de pesquisadores do Hospital Infantil da Filadélfia (Estados Unidos), que identificaram duas novas variantes genéticas que incrementarían o risco de obesidade infantil. O trabalho, publicado na revista Nature Genetics, foi coletado o maior banco de dados do mundo de DNA de crianças com obesidade comum. As novas variantes encontradas perto do gene no cromossoma 13 OLFM4 e dentro do gene no cromossoma 17 HOXB5. Esses genes teriam uma função no intestino, mas desconhece-se ainda o papel que desempenharam na obesidade. Este estudo abre novas vias para estudar e conhecer melhor o funcionamento da obesidade infantil comum, o que poderia ajudar a impedi-lo e definir diretrizes voltadas para lutar contra ela.