Na semana passada, apresentou-se em Madrid o primeiro simulador de cirurgia virtual de câncer do mundo, que ajuda planejar e prever as intervenções cirúrgicas e os efeitos da radioterapia, que é aplicado durante a operação o paciente. Um grande avanço na luta contra o câncer, uma vez que irá ajudar os cirurgiões e oncologistas a planejar a operação e avaliar as possíveis opções sobre a intervenção do paciente, antes da entrada na sala de cirurgia, permitindo que seja um processo mais confiável e previsível. O simulador, que foi instalado no Hospital Gregorio Marañón, foi projetado, desenvolvido e lançado por pesquisadores dos departamentos de Oncologia e Medicina e Cirurgia Experimental do referido centro hospitalar. Contou também com a colaboração dos hospitais Ramon y Cajal de Madrid, a Província de Castellón e da Clínica Da Lu de San Jaime, assim como as universidades Complutense de Madri, Granada e animal de Madrid e Valência. Trata-Se do primeiro simulador, navegador e planeamento dosimétrico realizado no mundo que é capaz de planejar as decisões de uma intervenção cirúrgica e os efeitos da radioterapia, o paciente, antes que seja operado realmente e que tenha recebido alguma dose de radiação. O sistema gera a partir de imagens em duas dimensões do scanner uma visualização em três dimensões idêntica do corpo do paciente. Simula o comportamento dos órgãos do paciente como se estivesse sendo operado. Esta invenção permite uma cirurgia virtual de grande ajuda para a equipe médica, já que vão poder antecipar o comportamento dos órgãos em cirurgia oncológica, o tamanho real do tumor, o dano que podem sofrer outros órgãos e tecidos e calcular a quantidade de radiação adequada para cada caso concreto. Deste modo, conseguem-se intervenções mais seguras e viáveis, melhorando a qualidade de vida do paciente. Foram avaliados com sucesso para mais de 70 pessoas com este simulador, o que demonstra a importância deste invento. Com o simulador virtual conseguem tratamentos mais personalizados, melhorando a precisão e a eficiência da radiação. Isso permite que os pacientes sejam dados de alta muito antes, com menos efeitos colaterais e recebam tratamentos mais curtos. De fato, em muitos casos, consegue-se remover o tumor em uma única intervenção. O simulador é fruto do árduo trabalho de quatro anos de médicos e cientistas, a colaboração de uma empresa privada e de financiamento público. Além disso, volta a destacar o grande nível que tem a investigação nacional na luta contra o câncer. De fato, o Hospital Gregorio Marañón é um dos melhores e maiores centros de pesquisa, assistência e ensino de toda a Europa.