A úlcera péptica é uma ferida ou erosão que afeta a mucosa que reveste o estômago ou o duodeno, que é a parte superior do intestino delgado, que liga o estômago-o em duas partes. Quando a úlcera se apresenta no duodeno recebe o nome de duodenal. As úlceras pépticas são um dos problemas gastrointestinais mais comuns, já que afeta uma em cada dez pessoas ao longo de sua vida. A incidência da doença é muito maior nos homens do que nas mulheres. A origem das úlceras se deve a um desequilíbrio entre os fatores que são agressivos à mucosa gastroduodenal e os defensivos. Esse desequilíbrio é o que provoca o aparecimento da inflamação. As duas principais causas que originam o aparecimento de uma úlcera duodenal são a infecção pela bactéria Helicobacter pylori e os tratamentos com medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides como o ibuprofeno e a aspirina. Além disso, há que ter em conta uma série de fatores agravantes que podem agravar a inflamação, como o stress, o consumo de tabaco e álcool, alimentos muito condimentados e alguns tratamentos como a radioterapia. A importância do duodeno é dada, porque é responsável pela degradação dos alimentos e absorção dos nutrientes. Uma vez que os alimentos foram combinado com o ácido gástrico, descem até o duodeno, onde se misturam com a bile e dos sucos digestivos. No duodeno começa a absorção de vitaminas, minerais e outros nutrientes, daí a importância de seu cuidado e de prestar-lhe a devida atenção. Ao igual que o resto de nosso corpo, é suscetível de sofrer e sofrer de várias doenças, por isso é importante conhecer os sintomas que podem nos fazer suspeitar que sofremos de uma úlcera duodenal. Em alguns casos a úlcera duodenal se manifesta de forma assintomática. Deve consultar o seu médico se você apresenta algo um ou mais dos seguintes sintomas: – O sintoma mais característico é a dor abdominal, que costuma ser agudo, do tipo ardor ou queimação. Costuma surgir poucas horas depois de ter ingerido comida e alivia comendo ou com o consumo de antiácidos. Piora no jejum e na madrugada, enquanto dormia. A dor pode intercalar com períodos em que não se manifesta. – Náuseas e vômitos. – Pirosis ou sensação de queimação no esôfago. – Acidez. – Perda de peso. – Distensão abdominal e alterações do hábito intestinal. – Palidez cutânea. – Em alguns casos a úlcera pode perfurar a parede do duodeno e penetrar em órgãos próximos, como o pâncreas, fígado, cólon, epiplón e ducto biliar. Nestes casos, apresenta-se uma dor abdominal de forte intensidade, súbito e que vem seguido de peritonite, hipotensão e choque.