A alopecia ou calvície é a perda parcial ou total do cabelo. Embora, tradicionalmente, tem sido um problema associado aos homens, a realidade é que cada vez afecta mais as mulheres. O atual estilo de vida, dietas desequilibradas, o estresse e outras doenças ou medicamentos provocou muitas mulheres também estão sofrendo de queda de cabelo. Um problema estético que pode chegar a provocar depressões e afetar a auto-estima daqueles que a sofrem. De fato, a falta de cabelo é considerado a principal preocupação estética. Ainda não há nenhum tratamento totalmente eficaz, hoje, a melhor opção para obter repovoar a cabeça são os transplantes capilares. Através desta intervenção, pode-se levar cabelo das áreas mais povoadas do corpo, na maioria das vezes, desde a nuca, as zonas menos povoadas, partindo sempre da cabeça. Cientistas da Universidade da Califórnia, testaram com sucesso o transplante de cabelo dos pés à cabeça. Deste modo, as pernas se transformam em uma nova fonte capilar de grande valor, já que, além disso, conseguem-se melhores resultados estéticos para repovoar a zona da cabeça que apresenta serviço de bilheteira. Até agora foram realizados 10 enxertos usando essa nova técnica, incluindo uma mulher, conseguindo excelentes resultados. Em vez de extrair o cabelo da cabeça como se costuma fazer, testaram a implantar os pêlos das pernas em dois voluntários com alopecia androgênica, que é o tipo de calvície masculina mais comum. Caracteriza-Se por ter um claro componente hormonal e por manifestar-se com o aparecimento de entradas, em que o cabelo está se tornando cada vez mais fino até finalmente desaparecer. Sanusi Umar, professor de Dermatologia da Universidade da Califórnia, é o responsável por este novo procedimento que permite que o pêlo seja muito mais natural do que quando se usa o cabelo da nuca, que se caracteriza por ser muito mais grosso e forte, o que faz com que o resultado seja menos natural. Para executar este procedimento, Umar extraiu mil folículos capilares e dos reimplantado, cabelo cabelo na cabeça. Mais de três quartas partes do cabelo transplantado cresceu sem nenhum problema na cabeça de seus pacientes depois de uma pequena intervenção com anestesia local. Aos nove meses, a área se repovoou com um cabelo muito mais natural. Em suma, este achado pode ser uma nova alternativa, muito positiva, para milhões de pessoas no mundo que sofrem de alopecia ou calvície.